Celebre o Giro dos Folguedos

Alagoas é o estado que concentra o maior número de expressões folclóricas de todo o país, misturando influências africanas, portuguesas e hispânicas à fé e histórias da cultura local.

Uma das expressões mais emblemáticas é o Guerreiro, os embalos da sanfona, do tambor e do pandeiro, os grupos incorporam uma espécie de reisado moderno. O auto-natalino mistura as cores mais alegres do nordeste ao brilho e as coroas da nobreza, apropriadas de forma belíssima pelas manifestações populares com seus quilombos, caboclinhos e pastoras bailantes.

Em agosto, mês das tradições populares, moradores e turistas que estão na capital são convidados a entrar no ritmo do maracatu, do afoxé, do boi de carnaval e do guerreiro nos chamados Giros do Folguedo, que leva os diversos grupos da capital para a orla e bairros turísticos para contagiantes apresentações. Cada grupo, se apresenta por um tempo, e segue em cortejo para o próximo palco para dar lugar a outro grupo, formando-se assim um circuito vibrante. Em dezembro, também costuma haver uma o Giro.

Conheça algumas das manifestações tradicionais que costumam se apresentar no Giro dos Folguedos.

Guerreiro

Auto natalino genuinamente alagoano, o Guerreiro nasceu da mistura entre Reisado e Caboclinhos, representando a chegada de Jesus e a homenagem dos três reis magos.  Trata-se de uma sequência de cantigas bailadas por personagens que trajam vestimentas vermelhas inspiradas na nobreza colonial, com muito brilho, fitas, espelhos e coroas, representando vários personagens: reis, rainhas, índio, palhaço, estrela, sereia, entre outros. Alguns  usam chapéu em formato de igreja.

Coco alagoano

Nascido entre os negros dos Palmares, o ritmo é cadenciado pelo som do quebrar do coco. Trata-se de uma manifestação dançada e cantada, acompanhada de um ganzá ou pandeiro e pela batida forte dos pés.  É um folguedo junino, podendo, no entanto, surgir para festejar acontecimentos importantes. O coco alagoano tem várias formas poéticas, destacando-se entre elas, o Coco de Verso, Coco Solto, Coco de Embolada, Coco de Entrega, Coco de Dez Pés e Coco de Bolamento.

Maracatu

A reconfiguração atual do Maracatu que encontramos em Alagoas nos mostra uma manifestação percussiva que usa ritmos retirados de cerimonias ancestrais realizadas dentro das casas de terreiro. Há uma repetição frenética e contagiante de baques. Na formação podemos encontrar instrumentos como o agogô ou gã, trazendo o som metálico, abês ou xequerês, que são cabaças cobertas por sementes ou miçangas. Para as batidas, as alfaias ou ofaias com membranas variado entre plástico para as agudas e de animais para as mais graves. Há uma relação de força com o sagrado, cada grupo de Maracatu tem relação com um orixá que é saudado e veste os grupos com suas cores e elementos simbólicos como referência identitária.

Boi de Carnaval

Foto: Wesley Menegari

Todos os anos, no mês de maio, Maceió celebra a colorida Festa do Boi. No auto, a ideia é atiçar, reverenciar, provocar e bumbar até que o boi dance no compasso das zabumbas e toadas que, por vezes, anunciam a sua morte e ressurreição em um ritual que transborda força e movimentos.

Chegança

Auto de temática marítima versando temas ligados à vida do mar, deriva-se das "mouriscadas" ou das lutas entre cristãos e mouros.

Baianas

Foto: Wesley Menegari

O rodar das saias é poesia em forma de dança embalada pelas vozes impostas em unissonância. De descendência africana, as Baianas são uma variante do Maracatu. Apesar de sua classificação como folguedo natalino, as Baianas podem ser vistas em outras épocas do ano, em festas de santo e palcos diversos.

Capoeira

Assim como em várias capitais do Nordeste, também faz parte da cultura de Maceió a dança da capoeira. Munidos de berimbau, atabaques, cânticos e palmas em um circulo, os jogadores brincam no sentido contrário ao relógio, simbolizando a volta aos antepassados, tocando os instrumentos, como forma de saudação aos ancestrais.

Mamulengo

Assim são conhecidos os fantoches tipicamente nordestinos, que representam o cotidiano da população através do teatro de bonecos.

Quilombo

No estado de Alagoas está o quilombo mais emblemático do Brasil: quilombo dos Palmares. Por isso, a revolta dos Negros fugindo das senzalas para os Quilombos, lutando e se defendendo dos brancos e caboclos comandados pelos senhores de engenho é retratada em um folguedo de movimento multicolorido e batuques de raízes africanas, cuja origem nos leva aos tempos de um Brasil ainda colônia.

Reisado

Foto: Isaac Neves

Vermelho, amarelo, verde e azul, fitas e espadas. Vestes e chapéus forrados de pequenos espelhos que refletem a tradição de uma gente grande que mantém viva em Alagoas um dos mais antigos folguedos natalinos do Nordeste trazido pelos nossos primeiros colonizadores portugueses.

Afoxé

O Afoxé traz o terreiro na rua, fazendo referência à cultura e à religião afro-brasileira nos espaços públicos. A característica marcante é o ritmo dedicado aos Orixás femininos ou santas Iabás como Oxum, Oxalá e Ogum.

Foto: Pei Fon

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